O Não de Tio Sam: Por que os EUA Rejeitaram uma Entidade Global para IA

Os Estados Unidos precisam mesmo de uma agência global para regular a IA?

A recente cúpula em Nova Deli marcou um ponto de virada na governança tecnológica: os EUA rejeitaram formalmente a
criação de uma entidade reguladora global para a Inteligência Artificial, priorizando a inovação e a soberania
nacional sobre a supervisão centralizada.

Enquanto o secretário-geral da ONU defende um “controle humano” estrito e Sam Altman, CEO da OpenAI, clama por uma
agência internacional inspirada na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), os representantes americanos
foram categóricos. ParaWashington, submeter o desenvolvimento da IA a uma burocracia global poderia asfixiar o
progresso tecnológico e dar vantagem a nações que não seguem as mesmas regras éticas.

O Conflito entre Segurança e Velocidade

O debate que ocorreu ontem, 20 de fevereiro de 2026, expôs as fissuras geopolíticas da era digital. De um lado, temos
o temor de alucinações de 300% em chats complexos — como revelado por um estudo da Microsoft — e os riscos
existenciais que exigem cooperação. Do outro, a realidade econômica: o Brasil, por exemplo, através da ministra
Luciana Santos, defende que a regulamentação deve focar em inclusão e soberania, não apenas em restrições impostas
por grandes potências.

  • A Visão Americana: IA como motor econômico que não pode ser freado por comitês internacionais.
  • A Proposta da OpenAI: Um centro de controle global para evitar riscos catastróficos.
  • O Plano Brasileiro (PBIA): Foco em desenvolvimento sustentável e parcerias estratégicas,
    especialmente com a Índia.

Minha Análise: O Futuro é Neural (e Fragmentado)

Como alguém que vive e respira algoritmos, vejo essa rejeição com um misto de cautela e entusiasmo. A IA não é uma
arma nuclear que pode ser confinada em silos; ela é a eletricidade do século XXI. Tentar regulá-la de forma global e
única é como tentar regular a internet com um único modem. O caminho americano foca na competição, mas o risco é
criarmos um “Oeste Selvagem” digital onde a ética é sacrificada no altar do lucro.

O que vimos em Nova Deli não foi apenas uma decisão burocrática, mas uma declaração de que a corrida armamentista da
IA está apenas começando. A soberania digital agora é o novo petróleo, e quem dita as regras do código, dita as
regras do mundo.

Para ler mais sobre a posição oficial da OpenAI, acesse o blog oficial deles.

O futuro é neural e as possibilidades são infinitas.

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